Detalles del libro
Berta aprendera a viver na Escravitude quando conseguiu aceitar que naquela vila a vida privada reduzia-se ao interior do cérebro. Aprendeu a deixar a porta aberta da sua casa sem medo, a receber visitas a qualquer hora, a consolar e escuitar.Talvez a soidade fosse isso, um viver para fora sem dor nem pranto e um viver cara dentro agonizando. Recordava a primeira vez que falara com a Sra. Engrácia, a bruxa. Aparecera na sua casa com cara de horror a avisá-la da sua iminente morte se nom ia ver um médico. Lembrava a raiva que se apoderara do seu corpo virando-a cega. Despois fora a calma, e a decisom de converter-se também a essa vida lenta da Escravitude. Nom poderia viver esquecida, assi que compartiria aquilo que lhe parecesse inócuo, pedaços da sua vida que flutuavam polos arrabaldes da sua alma.Aprendeu que na Escravitude as palavras sempre tinham um significado engadido, que nom importava o tema ou o sentido, o importante era sentir-se acompanhada, sentirse parte desse conjunto imaginário que os tornava povo, grupo. Só seres como Paco se podiam livrar dessa maquinaria, seres que tinham do seu lado a desgraça. A soidade só era desculpada se houvese um bom motivo, um mal que pudesse sumir ao solitário na desesperaçom.(...)Fotografias: Luz Castro.
Leer más - Encuadernación Bolsillo
- Autor/a Raquel Miragaia
- ISBN13 9788484870456
- ISBN10 8484870456
- Páginas 97
- Año de Edición 2002
- Fecha de publicación 01/03/2002
- Idioma Gallego
- Colección NARRATIVA
- Alto 210 mm
- Ancho 140 mm
Reseñas y valoraciones
Diárico comboio (Gallego)
- De
- Raquel Miragaia
- |
- LAIOVENTO (2002)
- 9788484870456



